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Carreira em TI: especialista aponta caminhos para a profissão de programador

A Tecnologia da Informação (TI) tornou-se essencial para o funcionamento das organizações e da sociedade. O programador de software é um profissional indispensável nesse cenário, atuando em um mercado cada vez mais dinâmico e dependente de soluções.

A Tecnologia da Informação (TI) deixou de ser apenas um setor de suporte e passou a ocupar papel importante no funcionamento das organizações e da sociedade. O programador de software é uma das profissões indispensáveis hoje em um mercado cada vez mais dependente de soluções tecnológicas. A cada ano, surgem novas linguagens, metodologias e demandas, exigindo profissionais preparados, capacitados e adaptáveis. Com a revolução tecnológica e a transformação digital em praticamente todos os aspectos da vida moderna, cresce também a necessidade de talentos capazes de atender às exigências desta área em constante evolução. 

O impacto da tecnologia vai do cotidiano doméstico às grandes corporações. Um simples toque em um aplicativo, por exemplo, é resultado de planejamento, estudo e análise complexos, que tornam a experiência do usuário simples e funcional. Nesse cenário, o programador tornou-se peça-chave na engrenagem do mercado de trabalho. 

Vitor Leães, professor de Tecnologia da Informação da UniRitter, analisou as mudanças do setor, os impactos da inteligência artificial e as oportunidades para quem está entrando nesse mercado. 

O que faz um programador de software? 

O programador atua em uma das áreas mais importantes da ciência da computação: o desenvolvimento de software. 

“O programador é o profissional que trabalha na criação e desenvolvimento de softwares. De forma geral, é ele quem cria programas de computador. Mas não é só isso: antes da implementação, existe toda uma fase de modelagem e planejamento. Depois, o software precisa ser testado para garantir que funcione como o esperado”, explica o professor.

 Dentro da formação em TI, o professor aponta três grandes áreas de atuação: 

- Infraestrutura, que abrange sistemas operacionais, redes e servidores; 

- Gestão de TI, voltada para a administração de processos e projetos; 

- Desenvolvimento de software, onde está inserido o programador. 

“Todo mundo tem como primeiro contato com a informática a programação. É uma área que exige lógica, mas também criatividade. O bom programador é aquele que consegue equilibrar técnica e inovação para entregar soluções que realmente façam diferença”, observa Vitor. 

Rumos de carreira

A programação abre portas para diferentes áreas de atuação, como desenvolvimento web e mobile, engenharia de software, ciência de dados, inteligência artificial, computação em nuvem e segurança da informação. “Nós estamos presenciando uma mudança de paradigma na área de desenvolvimento com a evolução das inteligências artificiais. A informática sempre cresceu em ondas, vimos isso com a nuvem, com o metaverso e até com a robótica. Só que agora não é uma onda, é um tsunami. Nunca se viu uma mudança tão radical quanto essa que as IAs estão provocando no desenvolvimento de software”, enfatiza.

0 Mercado de trabalho em comparação com outros países 

A expansão da inteligência artificial começa a refletir de forma distinta nos mercados de trabalho. Nos Estados Unidos, por exemplo, já se percebe um movimento de retração na contratação de programadores juniores.“Lá, o recém-formado que sai da faculdade com boa formação técnica está encontrando dificuldades para entrar no mercado. Isso porque as empresas estão utilizando as IAs para acelerar a criação de softwares, reduzindo a absorção desses profissionais”, explica Vitor. 

No Brasil, a situação ainda é mais favorável.“Aqui ainda existe uma demanda muito grande por desenvolvedores. O mesmo vale para a América Latina. Há um campo vasto a ser explorado na área de desenvolvimento. Mas precisamos ficar atentos: a introdução massiva da IA também chegará com força. É inevitável que, no futuro, o número de vagas seja impactado”, aponta Leães.

Apesar das incertezas, tudo indica que haverá espaço para quem está ingressando agora. 

“Muitos dizem que só os seniores vão se manter empregados. Eu não acredito nisso. Sempre vai haver espaço para o iniciante, porque ainda há muito a ser desenvolvido. A ciência da computação é uma área muito nova em comparação com outras profissões. O importante é estar preparado para as mudanças”, acrescenta. 

IA é uma ameaça? 

A ascensão da inteligência artificial gera tanto receio quanto expectativa entre programadores. Para o professor, a IA deve ser vista como uma ferramenta complementar, e não como substituta. 

“As empresas que acreditam que podem substituir rapidamente pessoas por inteligências artificiais estão cometendo um erro. A IA não cria nada do zero, ela depende de dados existentes. A criatividade humana ainda é insubstituível. O profissional que aprender a usar essas ferramentas a seu favor terá um diferencial competitivo”, ressalta o docente. 

Ele acredita que o futuro da programação não será definido pela força ou pela velocidade, mas pela capacidade de adaptação. “O jogo não mudou. Não é o mais forte nem o mais rápido que vai sobreviver, mas sim o profissional que consegue se adaptar. Esse nunca ficará para trás. Quem entender como trabalhar lado a lado com a IA continuará sendo indispensável”, afirma o especialista. 

O futuro da profissão 

Mais do que conhecer diferentes linguagens de programação, quem está entrando na área precisa desenvolver outras habilidades, como criatividade, capacidade de resolver problemas e pensamento crítico. Com a expansão da transformação digital e a presença cada vez maior da tecnologia em todos os setores, a carreira de programador continua entre as mais promissoras. No entanto, os desafios crescem na mesma proporção.“Sempre haverá o que criar e melhorar. Ainda estamos no início da jornada da ciência da computação. O segredo é não se apegar a um único caminho, mas estar disposto a aprender continuamente e a se reinventar sempre que o mercado exigir”, conclui o docente.