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Professora da UniRitter conquista prêmio para mulheres cientistas

Luiza Frank foi responsável pelo projeto que prevê o uso de nanotecnologia para tratar câncer do colo do útero

A professora e pesquisadora Luiza Frank, do Curso de Farmácia da UniRitter, foi uma das vencedoras do prêmio “25 Mulheres na Ciência na América Latina”, entregue na quinta-feira, 11, a profissionais da região que desenvolveram pesquisas e projetos inovadores, capazes de gerar impacto positivo na sociedade e com histórias inspiradoras. Luiza também é pesquisadora no Laboratório de Sistemas Nanoestruturados para Administração de Fármacos, da UFRGS.

Luiza Frank é farmacêutica e desde o início da graduação realizou estágios na área de pesquisa em diferentes temas relacionados as ciências da saúde. Foi nesse período que Luiza descobriu o seu amor pela pesquisa e também pelo ensino, pois ela participou de inúmeros congressos onde teve a oportunidade de apresentar seus resultados de pesquisa. “Logo que finalizei a graduação tive minha primeira experiência como professora e desde então concilio ambas as atividades: ensino e pesquisa. Vejo que são áreas de atuação complementares e é maravilhoso trazer para a sala de aula exemplos práticos de pesquisa que são desenvolvidas por mim ou por outros colegas pesquisadores.” Desde formada Luiza faz cursos de especialização e atualização na área do ensino porque considera que o aprendizado é contínuo e muito importante na sua profissão como docente.

O projeto de Luiza prevê uso de nanotecnologia para tratar câncer do colo do útero. “Meu projeto tem como principal objetivo oportunizar um tratamento diferenciado e de alta qualidade para doenças que acometem a via vaginal. O foco é especificamente no câncer cervical, que é uma das principais causas de morte entre mulheres na América Latina e no Caribe”, explica a cientista. A proposta é criar plataformas contendo um fármaco antitumoral nanoencapsulado, a fim de propor um tratamento eficaz e que melhore a qualidade de vida das mulheres acometidas por esse tipo de câncer. Segundo ela, isso ocorre porque o sistema proposto é de base nanotecnológica, permitindo que a liberação do fármaco seja controlada e produza menos efeitos adversos que a formulação comercial, como já foi observado em estudos publicados.

Promovido pela empresa 3M, o prêmio teve mais de mil inscritas especialistas nas áreas STEM (sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática), que submeteram seus projetos de pesquisa à análise e uma comissão julgadora composta por cientistas renomados. Entre as 25 pesquisadoras premiadas, seis são brasileiras. Elas desenvolveram projetos nas mais diversas frentes.

Conheça a lista de cientistas premiadas:

  • Argentina: Josefina Ballarre, Jorgelina Noelia Gavotti.
  • Brasil: Daniela Ushizima (SP), Letícia Oliveira (RJ), Christiani Andrade Amorim (CE), Silvana Pereira Rempel (RS), Kátia Omura (PA) e Luiza Frank (RS).
  • Chile: Daniela Sáez Mahuida, María Isidora Ávila Thieme, Carolina Parra González.
  • Colômbia: Andrea Ramírez Vela, Olga Yaneth Vásquez Ochoa, Paola Andrea Barato Gómez, Johanna Marcela Flórez Castillo.
  • Peru: Marili Ángeles e Silvana Luzmila Flores Chávez.
  • México: Erika Bustos Bustos, Itzel Montserrat Lara Mayorga, Priscila Pineda Villegas, Judith Zavala Arcos e Lorena Díaz de León Martínez.
  • Panamá: Dafni Mora e Milagros Cubilla.
  • Uruguai: Laura Alethia de la Fuente.

As premiadas passarão a integrar uma plataforma com diversas iniciativas para promover a visibilidade e o networking. Entre elas, está a participação no E-book 25 Mulheres na Ciência da América Latina, mentoria com um especialista da 3M, participação no podcast Inovação em Pauta, da organização e divulgação de suas histórias e projetos no Blog Curiosidade, canal da 3M que trata de criatividade, empreendedorismo, sustentabilidade e, enfim, de ciência.