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BANCO DE DADOS REGIONAL: UMA PROPOSTA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
Enedina Maria Teixeira da Silva Resumo Abstract Palavras-chave: sistematização – crescimento – projetos – análise
A universidade, a partir de atividades integradas com a Graduação, a Pesquisa e a Extensão, possui o papel de difundir junto à sociedade as conquistas e benefícios oriundos das atividades acadêmicas. Mais do que isso, a partir dessa interação, que deve ser pautada pela troca de saberes entre universidade e sociedade, compreender e intervir na realidade social, cultural e econômica de sua região. Nesse contexto, a função principal tem sido a organização, estímulo e consolidação das atividades de extensão, tais como projetos, programas, cursos de formação profissional, prestação de serviços, além de eventos artísticos, sociais e culturais. É importante destacar que estas atividades possuem a função de contribuir para uma sólida formação acadêmica e, conseqüentemente, atuar como mola propulsora do desenvolvimento social e cultural da comunidade da área de abrangência da Universidade. Sabe-se que universidades como a UNICRUZ apresentam como principal vantagem o fato de pertencerem à comunidade e estarem, conseqüentemente, interagindo com esta. Aliado a isso se acredita que a consolidação de projetos como este passa por alguns aspectos que são considerados fundamentais: a) A indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão; b) O engajamento da comunidade acadêmica, ou seja, dos docentes e discentes em atividades extensionistas desenvolvidas e em desenvolvimento; c) O fortalecimento de parcerias, tanto com instituições públicas como privadas com o objetivo de estimular as ações que visem atender as demandas da sociedade, cumprindo o papel de universalizar o conhecimento, proporcionar subsídios para aprofundamento de pesquisas, tomada de decisão e disponibilizar informações para solução de problemas. A economia regional, considerada por definição uma economia aberta, requer uma análise diferente daquela que envolve a economia nacional. Isto porque, diferentemente de um país, que dispõe de alguns mecanismos clássicos de proteção à economia interna a economia de uma região, inserida dentro de um país, não possui instrumentos tão eficientes para se defender de quaisquer políticas adotadas em nível nacional. Conforme aponta SOUZA (1996, p. 367), “a grande questão da política regional de desenvolvimento consiste, portanto, em poder neutralizar políticas externas adversas, assim como flutuações conjunturais depreciativas de seus produtos de exportação e em maximizar as vantagens regionais passíveis de atrair investimentos multirregionais e multinacionais”. Assim sendo, a coleta e sistematização permanente de informações de natureza econômica, social e ambiental sobre uma região e sua posterior divulgação apresenta-se como fundamental no processo de retomada do crescimento econômico da mesma, proporcionando uma ferramenta auxiliar importante no processo de planejamento nas mais variadas esferas, sejam elas públicas ou privadas. E isto, evidentemente, deverá apontar as potencialidades econômicas regionais, promovendo desta forma o desejado e necessário desenvolvimento da mesma. Diante da dinâmica atual, ao que muitos chamam “mundo globalizado”, a informação é algo muito precioso no auxílio tanto para a tomada de decisões quanto para o direcionamento das políticas públicas. Em relação aos municípios do Corede Alto Jacuí, Alto da Serra do Botucaraí e da abrangênca da UNICRUZ, a dificuldade na obtenção de informações é uma realidade bastante presente, especialmente quanto a desagregação dos dados, o que influi no desenvolvimento tanto de pesquisas acadêmicas quanto no atendimento da demanda por informações dos diversos segmentos da região. Este artigo, nos itens 04 a 06 faz referência teórica a economia regional, a informação e a dados estatísticos que são a base de análise deste estudo e também apresenta a caracterização da região objeto de estudo no item 03.
O Objetivo geral do Banco de Dados Regional é acompanhar, ampliar e proporcionar de forma sistemática para divulgação, a evolução das informações econômicas, sociais e ambientais dos municípios integrantes do Corede Alto Jacuí, Alto da Serra do Botucaraí e da abrangência da Universidade de Cruz Alta, dando suporte à pesquisa e à atividade empresarial regional, de forma a facilitar a identificação de pontos de estrangulamento bem como as potencialidades da economia regional. Para atingir este objetivo trabalha-se com os seguintes objetivos específicos:
Conforme a Fundação de Economia e Estatística (FEE) do Rio Grande do Sul, o Corede Alto Jacuí é constituído por 14 municípios, com clara aptidão e competitividade agrícola, com base industrial incipiente que leva a importantes vazamentos de renda, possui somente 1,6% do PIB e 1,5% da população estadual. A soja é o produto agrícola dominante, sendo o terceiro produtor do Rio Grande do Sul e terceiro maior rendimento por hectare do estado. Este Corede apresenta uma diversificada interação do comércio com várias regiões do estado, é a quarta maior renda per capita do estado, com baixo crescimento populacional. Ainda, conforme a FEE, o Corede Alto da Serra do Botucaraí, é um dos últimos a ser criado, constituído por 16 municípios anteriormente integrantes dos Coredes Alto Jacuí, Vale do Rio Pardo, Vale do Taquari e Produção. O Alto da Serra do Botucaraí é o segundo Corede menos desenvolvido dentre os 24 existentes, denotando neste caso, a necessidade de um acompanhamento mais sistemático em busca de melhoria destes indicadores A economia dessa região, cujas bases assentam-se na agropecuária e mineração, e evidentemente, nos demais setores da atividade econômica que dela derivam, tem apresentado sinais de arrefecimento em sua dinâmica. Isto se deve, em grande parte, ao modelo de produção adotado, que apresenta sérios sinais de desgaste. Isto, aliado a questões conjunturais e climáticas, recentemente aprofundam a situação de depressão econômica. Em classificação do Ministério da Integração Regional, foi identificada a existência de treze regiões no país consideradas como economicamente deprimidas, sendo que na Região Sul do país, existem duas dessas áreas, a metade sul do Rio Grande do Sul e a Bacia do Rio Uruguai, que na classificação do Ministério é composta pelo sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e Noroeste do Rio Grande do Sul. Cabe lembrar que a grande maioria dos municípios do Corede Alto da Serra do Botucaraí é integrante da Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Não por acaso, tais áreas têm seu modo de produção ancorado nas mesmas bases, isto é, agropecuária e agroindústria, principalmente com centralização em um único tipo de atividade. Neste sentido, cabe questionar as causas desta crise, pois enquanto algumas regiões do país comemoram a retomada dos investimentos e, conseqüentemente, do crescimento, esses locais buscam explicações e alternativas. Tais sintomas de crise, entretanto, não tiram da região seu potencial de crescimento ou sua representatividade. Por tudo isso, a coleta e sistematização permanente de informações de natureza econômica, social e ambiental sobre estas regiões e sua posterior divulgação apresenta-se como fundamental no processo de retomada do crescimento econômico das mesmas, proporcionando uma ferramenta auxiliar importante no processo de planejamento nas mais variadas esferas, sejam elas públicas ou privadas. E isto evidentemente deverá apontar as potencialidades econômicas regionais, promovendo desta forma o desejado e necessário desenvolvimento.
Quanto mais se avança na discussão da região e do regional, mais parece ser este um assunto árido e complexo. Entretanto, há algumas possibilidades interessantes para o conhecimento daquela dinâmica, por meio de aproximações ou estimativas. Afinal, a Ciência Econômica evoluiu bastante nos últimos dois séculos e meio, para que se pense ainda hoje que ela é uma ciência matemática, exata, e que exija algumas várias casas decimais após a vírgula como resolução de problemas para que as pressuposições sejam válidas. Pelo contrário, o que deve ser priorizado na Economia são as tendências. Por exemplo, pode-se dizer que a economia regional tende a acompanhar o desempenho do restante do país, ou que tende a ter comportamento diverso daquele. Isto exige, evidentemente, o conhecimento de algumas variáveis tanto regionais quanto nacionais. Variáveis como políticas econômicas versus nível da atividade econômica parecem apresentar relações bastante óbvias para exigir maiores estudos. Entretanto, nem sempre isto é tão óbvio; por vezes, os agentes econômicos "acham" que assim o é, induzidos pela "intuição" ou até mesmo por que ouviram dizer. Têm-se observado com alguma freqüência no Brasil, equívocos cometidos na análise das tendências na economia a partir da adoção de planos de estabilização por escapar aos planejadores algumas variáveis relevantes. Tais equívocos, não raramente, são frutos da carência de boas informações sobre a realidade. Conforme frisa BAUMANN (1996, p.46) "a percepção de que um maior grau de exposição aos mercados internacionais e a maior fluidez de recursos reduz o grau de liberdade dos governos locais não é nova". E isto pode ser comprovado empiricamente. Entretanto, segundo o mesmo autor, a certas coisas na vida, as pessoas reagem intuitivamente ou simplesmente sendo influenciadas pela opinião prevalecente. Um exemplo recente de identificação de um fenômeno por meio do uso de um neologismo adotado universalmente é a chamada "Globalização". Não é raro, existirem associações entre "Globalização" e o aumento das facilidades de comunicação, processamento e transmissão das informações. Seus efeitos tendem a extravasar a ótica puramente financeira e a atingir diretamente tanto as estruturas produtivas quanto às relações entre as instituições. Dizer que a "Globalização" econômica afeta a economia regional é simplesmente incorrer no erro de adotar a chamada opinião prevalecente. O que se precisa saber é "como" ela afeta, "quem" é mais afetado e, "o que" deve ser feito para reduzir os impactos do processo na produção local, o que se consegue apenas através do estudo de sua dinâmica e do seu comportamento. Em outras palavras, precisa-se de informações sobre a realidade da região e, mais que isto, de acompanhamento sistemático das informações econômicas, sociais e ambientais locais. Sabe-se que não é possível reduzir a realidade nacional e regional à lógica da economia mundial; tampouco é possível compreender a lógica local ou nacional fora do contexto de sua inserção na economia global.
Vivemos na era Pós-Industrial, um novo mundo, onde o trabalho físico é feito pelas máquinas e o mental, pelos computadores. Nela cabe ao homem uma tarefa para a qual é insubstituível: ser criativo, ter idéias. Durante dois séculos, tempo que durou a sociedade industrial (1750-1950), o maior desafio foi à eficiência, isto é, fazer o maior número de coisas no menor tempo. Assim, o ritmo de vida deixou de ser controlado pelas estações do ano e tornou-se mais dinâmico. Enquanto a agricultura precisou de dez mil anos para produzir a indústria, esta precisou apenas de 200 anos para gerar a sociedade ou era Pós-Industrial. Informação enquanto conceito carrega uma diversidade de significados, do uso cotidiano ao técnico. Genericamente, o conceito de informação está intimamente ligado às noções de restrição, comunicação, controle, dados, forma, instrução, conhecimento, significado, estímulo, padrão, percepção e representação de conhecimento. (FLORIDI, 2007). Vivemos hoje no mundo da informação proporcionada pela era digital. Nunca o ser humano foi bombardeado com tanta informação. E ele não foi preparado para isso, pois seu sistema cognitivo é o mesmo que tinha quando vivia há milhares de anos. Em um mundo no qual a informação é disponível para todos, sobressaem aqueles que sabem interpretá-la e transformá-la rapidamente em oportunidade de negócios, de novos produtos e serviços, de novos processos. Segundo Freitas et al (1997, p. 50) “a atividade de tomar decisões é crucial para as organizações: ela acontece todo o tempo, em todos os níveis, e influência diretamente o desempenho da organização”. A tomada de decisão envolve processos complexos, influenciados por diversos fatores internos e externos à qualquer organização, que ocorre nas mais variadas situações e condições, podendo, desta forma, encontrar algumas dificuldades no seu transcorrer. “O processo decisório torna-se a cada dia mais complexo, pois as decisões precisam ser tomadas rapidamente, mas sem expor a organização” (FREITAS et al 1997).
Conjunto de dados, passíveis de mudança e oscilações, capaz de dar uma idéia do estado de uma economia em determinado período ou data. Também chamados de indicadores de conjuntura, em geral fornecem dados sobre a produção, comercialização e investimentos. (SANDRONI, 1999). Segundo PASSOS & NOGAMI (2003), os dados estatísticos quando se referem a economia de uma região são divulgados através de indicadores que mostram o nível de crescimento e de desenvolvimento de uma sociedade e são classificados em três grandes grupos conceituados pelo Banco Mundial: indicadores vitais, indicadores econômicos e indicadores sociais. Indicadores vitais: a) Esperança de vida ao nascer b) Taxa de mortalidade infantil c) Estrutura etária da população d) Taxa média anual de crescimento populacional Indicadores Econômicos a) Estruturais - força de trabalho; - recursos naturais; - capital; - estrutura da produção; - estrutura da distribuição da renda. b) Disponibilidade de bens e serviços - renda per capita; - bens básicos de consumo (alimentos, gasolina, móveis, eletrodomésticos etc.); - bens produtivos e insumos (aço, energia etc.); - serviços básicos (transportes, estradas etc.); - serviços sociais (educação, saúde etc.). Indicadores Sociais
Considerando estes indicadores numa abordagem mais técnica, um banco de dados caracteriza-se como uma coleção de registros salvos em um modo sistemático, possibilitando consultas para responder várias questões.
A metodologia de realização de um projeto é parte fundamental no processo de desenvolvimento do conhecimento, pois conduz às operações de conhecer, agir e fazer, como forma de desenvolver adequadamente um estudo. De acordo com FACHIN (2001, p.29), o “proceder científico” é considerado sob “dois aspectos do método científico”: o geral e o específico. Neste estudo, a forma geral de raciocínio é pautada pelo método dedutivo que, segundo Gil (2002), caracteriza-se por partir do geral ao particular, através de princípios reconhecidos como verdadeiros e indiscutíveis, permitindo chegar a conclusões mais formais. Com relação aos métodos específicos, que dizem respeito a situações relativas a um questionamento científico, desta forma, serão adotados os métodos comparativo e estatístico diante de um delineamento de pesquisa exploratória. A abordagem descritiva, “...compreende: descrição, registro, análise e interpretação da natureza atual ou processos dos fenômenos” (SALOMON, 1996, p.114). Ou seja, a descrição dá um delineamento ao “que é”, segundo Gil (2002, p.39) “as pesquisas deste tipo têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população..., ou ainda, o estabelecimento de relações entre variáveis”. Já a pesquisa exploratória, segundo GIL (1991), busca uma visão geral, aproximativa em torno de determinado fato. Desta forma, este estudo, propõe-se a fazer um acompanhamento das principais informações estatísticas econômicas, sociais e ambientais do Corede Alto do Jacuí, Corede Alto da Serra do Botucaraí, e localidades de abrangência da Universidade de Cruz Alta como forma de sistematização das informações inerentes a tal propósito, culminando com sua disponibilização em produtos apresentados no item 8 deste artigo.
A coleta de dados divulgados para consulta na página do Banco de Dados Regional, que está em reformulação, abrange um período a partir do ano de 1990. A coleta de preços para o cálculo das cestas básicas ocorre entre os dias 28 e 30 de cada mês nos municípios de Cruz Alta, Tupanciretã/RS e Ibirubá/RS, sendo que no município de Cruz Alta a coleta acontece desde 2001, em Ibirubá/RS a partir de 2007 e em Tupanciretã/RS a partir de 2008. Os boletins informativos do cálculo das cestas básicas começaram a ser publicados em 2008. A coleta dos dados que formam os grupos de publicação do caderno de estatísticas sócio-econômicas para o Município de Cruz Alta/RS, ocorre anualmente desde a primeira publicação em 2002. A coleta de todos os dados que compõem os produtos do Banco de Dados Regional é realizada por bolsistas com a supervisão do professor coordenador. A maioria das informações caracteriza-se por serem dados de natureza secundária, isto é, são informações já existentes de forma dispersa junto a organizações diversas.
Para a publicação dos produtos do Banco de Dados Regional conforme o item a seguir, os dados são sistematizados por corede e por cidade que compõe os coredes, em 19 itens pesquisados, para a publicação na página do BDR. Quanto ao cálculo da cesta de produtos básicos, os preços coletados são classificados em planilhas Excel divididos em vários grupos para análise e posterior publicação em boletim informativo. Os dados para o caderno de estatísticas sócio-econômicas do município de Cruz Alta/RS são organizados em tabelas em 10 grupos e analisados por professores colaboradores para publicação posterior.
A socialização e a publicização dos dados ocorre através de alguns produtos. Todos os produtos do Banco de Dados Regional são disponibilizados também na página do curso de Ciências Econômicas da Universidade de Cruz Alta.
Nesta página encontram-se dados dos Coredes Alto Jacuí e Alto da Serra do Botucaraí divididos em 19 itens: agricultura, comércio, contabilidade social, demografia, educação, emprego, extração vegetal, finanças públicas, indústria, infra-estrutura e meio ambiente, transportes, desenvolvimento social, negócios, pecuária, política, saúde, serviços, silvicultura e sistema financeiro.
Este produto é um caderno com informações do município de Cruz Alta, com tiragem anual de 800 cópias distribuídas gratuitamente para a comunidade e instituições interessadas. Os dados são sistematizadas em dez grupos distintos e relevantes na análise do desempenho da economia, a saber:
Neste boletim são apresentados os dados referentes ao índice do custo de vida de Cruz Alta, calculado com base em duas cestas: a cesta básica de produtos da família e a cesta básica de produtos do trabalhador. A divulgação deste boletim é trimestral com tiragem de 200 exemplares a serem distribuídos para a comunidade e divulgação também através de endereço eletrônico. A Cesta Básica do Trabalhador, também conhecida como Ração Essencial do Trabalhador, tem por base uma cesta composta por 13 alimentos definida pelo Decreto-Lei nº 399 de 1938, quando da criação do salário mínimo no país. A relação de alimentos pesquisados é a seguinte: carne, leite, feijão, arroz, farinha de trigo, batata inglesa, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo de soja e manteiga (substituído por margarina). Esta cesta considera um número mínimo diário de calorias e proteínas que devem ser consumidas por um trabalhador. Além disso, serve para base de cálculo do salário necessário para o sustento de uma família com 3 pessoas adultas. Esta pesquisa é também realizada pelo Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Sócio-Econômicos (DIEESE) nas principais capitais brasileiras. A Cesta de Produtos Básicos é composta por 54 produtos que estão divididos em seis grupos. A estrutura dos produtos componentes deste cesto é baseada na Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) de 1994 que contempla o consumo de famílias de quatro pessoas em média e renda média de até cinco salários mínimos. Os grupos são: alimentos in natura (ovos de granja, repolho, alface, banana, batata inglesa, cebola, cenoura, laranja, maçã nacional, tomate paulista e mamão), alimentos semi-industrializados (arroz, feijão, leite tipo C, carne de 2ª e frango congelado), alimentos industrializados (café, farinha de mandioca, chocolate em pó, farinha de trigo, massa, pão francês e biscoito, margarina, queijo mussarela, presunto magro e iogurte, lingüiça mista, óleo de soja, extrato de tomate, sal moído, vinagre, maionese, açúcar e ervilha em lata), produtos de higiene (absorvente, desodorante, lâmina de barbear, papel higiênico, creme dental, sabonete e xampu), produtos de limpeza (sabão em barra, desinfetante, detergente, alvejante, sabão em pó, e esponja de aço) e de uso geral (refrigerante, cerveja, erva mate, cigarro, fósforo e gás de cozinha).
O Banco de Dados Regional também calcula o custo de vida na mesma metodologia de cálculo do município de Cruz Alta/RS, para os municípios de Tupanciretã/RS e Ibirubá/RS com divulgação dos dados através do boletim ICCPB (índice do cestas básicas de produtos).
A sistematização dos dados no BDR contribui para fortalecer a qualidade e diversidade das informações referentes a realidade econômica, social e ambiental do município e da região na qual está inserida a Universidade de Cruz Alta – UNICRUZ, colocando à disposição dos órgãos públicos, entidades de classe, meios de comunicação, e aos indivíduos de uma forma geral, uma ampla gama de informações sobre a realidade econômica, social e ambiental. As publicações como o caderno de estatísticas sócio-econômicas e os boletins ICCCA e ICCPB de Tupanciretã/RS e Ibirubá/RS tem distribuição gratuita a toda a comunidade local e regional, sendo possível através de patrocínios incluindo da universidade. Estes dados também podem ser pesquisados através da página do curso no site da universidade. A partir deste trabalho, os agentes econômicos podem obter informações sobre o comportamento da economia regional, subsidiando as ações e políticas para o desenvolvimento, através dos dados que estarão na página do BDR que está em reformulação. Estes mesmos dados subsidiarão a elaboração do planejamento estratégico do Corede Alto Jacuí realizada pela universidade com apoio de conselhos e autoridades regionais, a partir de agosto de 2009. A articulação de forma conexa, com os demais projetos já desenvolvidos na instituição, contribuindo para o aumento da produção científica se caracteriza como um dos principais produtos do BDR possibilitando aos acadêmicos, a oportunidade de despertar o interesse por pesquisas na área de Economia Regional para integrar a Universidade – em suas três dimensões: ensino, pesquisa e extensão - com os demais agentes atuantes na comunidade, como governo, empresas, entre outros.
REFERÊNCIAS BOUDEVILLE, J. R. Os espaços econômicos. São Paulo: Difusão Européia, 1973.
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