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Clima em ebulição

Imagem(Marcelo Medeiros, do Jornal da Ciência)

No debate sobre aquecimento global da 62ª Reunião da SBPC, cientistas da Universidade de São Paulo (USP) confrontaram pontos de vista, colocando em xeque a neutralidade da ciência. De um lado estava Paulo Artaxo, do Instituto de Física da universidade paulista; de outro, Ricardo Felício, do Departamento de Geografia

Em pauta, o papel do homem no aquecimento global. Por trás dos questionamentos, a confiabilidade dos dados apresentados por aqueles que acreditam que as indústrias são responsáveis pelo aumento da temperatura global e os interesses políticos e econômicos por trás desse debate.

Paulo Artaxo, que integra o Painel Internacional de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), defendeu a ideia de que o homem é responsável pela elevação dos termômetros devido à grande emissão de gases-estufa desde a Revolução Industrial.

Lembrando que o IPCC trabalha com diversos cenários de mudanças climáticas, o físico ressaltou que apenas em 2009, ano subsequente ao início da crise financeira mundial, o nível de emissões de gases poluentes ficou abaixo do previsto pelo quadro pessimista do painel internacional. “A concentração de gases-estufa na atmosfera (463 ppm em CO2 equivalente em 2008) é extremamente elevada e sem precedentes”, afirmou Artaxo. Ainda de acordo com os dados apresentados pelo pesquisador, 12 dos últimos 14 anos são os mais quentes da História.

As conseqüências da maior presença de calor no planeta são, segundo Artaxo, visíveis não só por meio de dados. “É possível perceber a maior incidência de fenômenos extremos”, garantiu. Em algumas áreas, estaria havendo mais chuvas, enquanto em outros, a seca é um fenômeno crescente. Na bacia do Prata, por exemplo, a precipitação teria crescido cerca de 30% nos últimos anos.

Frente aos fatos, Artaxo acredita ser necessário partir para a ação. Entre as medidas possíveis, mudanças na matriz energética mundial, hoje dominada pela combustão de fontes fósseis, e alterações no padrão de consumo global. Para o físico, o controle do aquecimento global faz parte de um processo de busca por justiça global. “Precisamos de um mundo mais justo”, afirmou.

Contra

A proposta das sessões “Ciência em ebulição” da 62ª Reunião Anual da SBPC é provocar o debate e confrontar pontos de vista díspares. Neste sentido, foi o que fez o geógrafo Ricardo Felício. Sua apresentação buscou questionar os principais argumentos apresentados por Artaxo, tendo por trás uma preocupação com a implicância econômica e política das propostas de mudanças nos padrões de produção.

Após agradecer o espaço para a troca de ideias, segundo ele, algo raro, Felício não discordou de que há um aquecimento global, mas indagou o papel do homem nela.

Lembrando que muitas vezes a mídia já publicou relatos catastróficos, o pesquisador apontou problemas no consenso de que mais gás carbônico na atmosfera produz um efeito estufa. “As mudanças climáticas são fenômenos naturais”, garantiu. Entre as causas, o ciclo do Sol e a erupção de vulcões. “Estão querendo dizer que o homem é maior que o Sol, os oceanos e os vulcões. O homem libera menos CO2 que os insetos”, brincou.
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Segundo Felício, os dados que comprovariam o papel da humanidade no aquecimento global apresentam falhas, algumas delas graves. Erros em algoritmos utilizados em modelagens e conceitualizações problemáticas estão na lista de questionamentos. Um exemplo prático demonstrado foi o mecanismo de medição do aumento de temperatura. “É um dado enviesado”, disse. Segundo o pesquisador, não há, por exemplo, termômetros na Sibéria, onde o último foi desativado em 2008. A ausência de medidores na extensa faixa de terra localizada no extremo norte do mundo. Além disso, mostrou fotos nas quais medidores estão próximos a fornos, tetos de edifícios e mesmo churrasqueiras.

Porém, o que importa para o geógrafo é a possibilidade de a causa ambiental estar sendo usada para manter o sistema de poder mundial. “A mentira que tentam nos vender vai escravizar a humanidade, principalmente os países subdesenvolvidos, inclusive o Brasil”, bradou. “Por trás dos argumentos do IPCC está a ‘a imposição do ecoimperialismo’”.

Essa nova forma de relação política, na análise de Felício, pressupõe a substituição de antigas relações comerciais por outras, travestidas de ecológicas. Assim, os países mais desenvolvidos, entre eles os próprios Estados Unidos, maior poluidor do mundo, estariam impondo acordos comerciais e produtos que beneficiam suas indústrias, detentoras de tecnologias e patentes “limpas”. Logo, segundo ele, é hora de o Brasil passar a questionar os relatórios que recomendam alterações na matriz produtiva caso queira escapar do novo imperialismo.

O confronto de ideias agradou a plateia, que, em sua maioria, defendeu o ponto de vista ambientalista. Pesquisadores brasileiros que também fazem parte do IPCC e ambientalistas criticaram o posicionamento de Felício, argumentando que ele não apresentava dados, apenas argumentos teóricos. Da plateia, o glaciólogo Jefferson Cardia Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), contestou os argumentos do geógrafo. “Seu discurso é o dos que você condena. É baseado em apelo emocional, sem base científica”, criticou.

O pesquisador, por sua vez, respondeu que busca “abrir os olhos” da população e colocar “uma pulga atrás da orelha” de cada um para que não se aceite os argumentos sem questionamento. “É preciso coragem para estar aqui na frente”, lembrou.

Fonte: JC e-mail 4063, de 29 de Julho de 2010

Por que rotular a revisão da Lei de Direitos Autorais no Brasil?

Por Marcos Wachowicz

O Brasil vivencia um amplo processo de revisão da lei autoral, que agora se encontra aberto à sociedade com a consulta pública que o Governo Federal do texto base para a alteração da Lei de Direito Autoral (Lei nº 9.610/98), elaborado por uma pluralidade de especialistas por solicitação do Ministério da Cultura.

A consulta pública é, sem dúvida, uma oportunidade ímpar para a discussão democrática e o aprimoramento sobre qual tutela jurídica seria a mais adequada aos direitos autorais em face das novas tecnologias, do acesso à cultura e das novas formas de criação.

ImagemPor que rotular? E qual a necessidade de se criar estereótipos?

O processo de revisão da lei necessita de mecanismos que promovam informação e possibilitem o entendimento para formulação de conceitos novos, que enfrentem a complexidade do uso das novas tecnologias, que permitam o desenvolvimento das potencialidades do ser humano na sociedade da informação.

Com certeza, o primeiro passo não pode ser o exercício de se rotular ou criar estereótipos.

O editorial do jornal O Globo do último domingo, sob o título “Os perigos na alteração da lei autoral”, linearmente rotula a proposta de mudança como sendo notabilizada por um pensamento dirigista e intervencionista polarizado pelo Ministério da Cultura para mal informados, e que, portanto, tem de ser examinada e debatida com a atenção e profundidade necessárias.

A princípio há que se ter claro que, a oportunidade de revisar a legislação autoral não pode ser afastada sob o manto do medo e dos perigos de se almejar a modernização do sistema legal.

Igualmente a oportunidade de revisar a lei autoral brasileira por meio de uma análise profunda não deve se pautar em pensamentos reducionistas, que buscam antes de tudo rotular ideologicamente a proposta para desqualificá-la, ou o que é pior ainda, que a iniciativa de revisão já amplamente discutida e aguardada pela sociedade brasileira nos últimos anos seja tratada como mais uma questão político-partidária dentro de um ano eleitoral.

Com efeito, tudo isto torna difícil uma atenção e uma informação adequada sobre as questões realmente importantes e centrais da proposta de revisão.

O movimento para a revisão da lei brasileira não é fato isolado no cenário internacional.

Brasil e Alemanha inauguraram no dia 14 de junho, oficialmente, o debate sobre revisão das respectivas leis de Direitos Autorais.

No Brasil, o Governo Federal colocou em consulta pública o texto base da reforma da lei autoral e, na Alemanha, a Ministra da Justiça Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, pronunciou na Academia de Ciências de Brandenburg, em Berlim, um discurso notável sobre a necessidade de reforma do Direito de Autor alemão.

No entendimento da Ministra da Justiça alemã a principal questão é a necessária adaptação da lei à realidade da Internet; nesse sentido é que está sendo elaborado naquele país o 3º pacote legislativo nesta matéria, a partir da transposição da Diretriz sobre os Aspectos do Direito de Autor e Direitos Conexos na Sociedade da Informação.

Os debates na Alemanha se assemelham em muito aos que estão sendo desenvolvidos e travados no Brasil. A questão crucial na Alemanha é como proteger a propriedade intelectual como um pré-requisito para a diversidade cultural, a criatividade e o desempenho acadêmico. Ficou patente que não se pode na Sociedade da Informação linearmente transferir os instrumentos jurídicos concebidos a mundo analógico para o mundo digital.

É fato que os opositores da revisão da lei fundamentam sua argumentação nos perigos de que, com a digitalização, todos os conteúdos protegidos por direitos autorais se multiplicarão massivamente na internet de forma absolutamente descontrolada. Porém, não se pode negar que a digitalização dos conteúdos intelectuais (estejam ou não protegidos pelo Direito Autoral) e sua difusão pela Internet criam um enorme potencial social de acesso ao conhecimento, à educação, ao intercambio cultural.

A oportunidade de revisar a legislação autoral não pode ser tolhida apenas sob o temor do risco de digitalização.

O que estamos vendo na internet é o surgimento de novas formas de uso criativo de obras intelectuais dentro das redes sociais e das comunidades virtuais.

É preciso ficar claro que a Internet aproxima o autor com o seu público sem a necessidade de intermediários.

A tecnologia da informação possibilita um constante dialogo entre autores/criadores com seus leitores. Torna-se cada vez mais comum, o estabelecimento de um contato direto com autor, no sentido de se solicitar deste que venha liberar o uso parcial de um texto ou a cópia de uma foto.

O direito de autor não pode ser considerado um estado de exceção para fundamentar posições extremas, como aquelas contidas nas inúmeras campanhas antipirataria nas quais se pretende introduzir o medo em pessoas comuns, com a indução do entendimento de que estariam se transformando em falsificadores, piratas e criminosos, pelo simples fato de utilizar os recursos tecnológicos disponíveis em seus computadores, celulares, Ipods, câmeras de vídeo. Tudo na esperança de dissuadir todos os usuários da internet, numa visão apocalíptica de que, se não agirem desta maneira, estaremos todos acabando com o direito autoral e com o desenvolvimento.

A bem da verdade, o ato de rotular ou estereotipar, antes de analisar e informar, sempre evocam visões distorcidas da realidade e apocalípticas de um futuro que, se tornam instrumentos poderosos para manter modelos de negócios ultrapassados, com o intuito de colocar toda uma sociedade sob uma pressão, e assim, torná-la refém, sob o manto da ignorância e da desinformação, como sendo toda ela potencialmente criminosa por atos de pirataria. Tudo para impedir que as pessoas experimentem novas formas de criar, de usar e de transformar criativamente músicas e imagens.

O Direito Autoral e o desenvolvimento

O direito autoral na sociedade da informação deve ser sim um instrumento de desenvolvimento que venha ampliar políticas públicas de difusão da cultura, promovendo a educação e o conhecimento.

A dimensão pública do direito autoral tem papel preponderante quando se aborda a questão de políticas públicas para a preservação cultural e promoção da diversidade cultural do povo brasileiro.

Isto porque a preservação do patrimônio cultural do país passa necessariamente pela criação e manutenção de políticas públicas que fomentem a diversidade cultural, e o direito de autor deve servir como um instrumento legal de sustentação destas políticas.

Se pensar de maneira inversa, ou seja, de que o bem intelectual é um produto das indústrias criativas que será posteriormente consumido pelas massas, pela sociedade, estaremos reduzindo a obra intelectual a mero bem de consumo. Ora, o bem intelectual não é um bem de consumo, tal qual um eletrodoméstico, porque ele tem valores e significados culturais que extrapolam uma relação privada de consumo, que é justamente aquilo que faz com que o direito de autor não seja banalizado. Vale dizer: a expressão artística e cultural que tem de estar presente na obra.

A preservação da diversidade cultural é de fundamental importância, e com uma legislação inadequada, poder-se-á correr o risco de retirar do povo o direito de criar a sua própria cultura, bem como negar à sociedade a condição básica de acesso a essa cultura. Pode-se mesmo chegar ao ponto de suprimir-se a existência de uma cultura de massa advinda da base popular, dos próprios indivíduos que integram esta massa como criadores de seus próprios bens culturais.

O Estado tem um papel importantíssimo de proporcionar o surgimento destes espaços culturais de criação, e também de proporcionar a recuperação do espaço público de discussão e tratamento do bem intelectual que cada vez mais se torna privatizado. Além de traçar políticas públicas que sejam portadoras de principio democráticos, de inclusão política, tecnológica e cultural do cidadão.

Assim a proposta de Revisão da Lei de Direitos Autorais pretende promover o equilíbrio entre interesses público e privado, harmonizando as limitações da lei brasileira com a realidade social, econômica e cultural do país, sem descumprir com os compromissos internacionais do Brasil. E, dotar o artigo 46 de clareza para facilitar o seu entendimento pela sociedade.

Marcos Wachowicz
Professor de Direito da UFSC
Centro de Ciências Jurídicas
Florianópolis/SC – Brasil
CEP. 88.036.970
fone:(55)48-3721-9292
www.cpgd.ufsc.br
www.direitoautoral.ufsc.br


A Flor Mais Grande do Mundo (José Saramago)

Conto para crianças (e adultos) escrito e narrado por José Saramago. Um pequeno conjunto de símbolos e enigmas, destinado a uma infância que cresce num mundo marcado pelo individualismo, e falta de esperança e de ideais.

Diracção: Juan Pablo Etcheverry
Guião: Juan Pablo Etcheverry
(adaptada de “A maior flor do mundo” de José Saramago)
Ilustração: Diego Mallo
Produção: Chelo Loureiro

África mais acessível

figurinha
Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP) começa a disponibilizar na internet documentos e livros raros que tratam de temas como história, geografia e escravidão no continente do século 16 ao 19.

O projeto Brasil África, que tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, já construiu a base de dados sobre os documentos para facilitar a pesquisa detalhada das referências e começa a digitalizar imagens.

De acordo com a Márcia Moisés Ribeiro, pesquisadora do IEB e coordenadora do projeto, o objetivo é permitir o acesso a livros e documentos raros sobre o continente africano.

“O IEB possui uma das mais importantes bibliotecas de livros raros de São Paulo. A ideia foi construir um banco de dados para reunir informações sobre esses documentos e obras que, em seguida, serão digitalizados e disponibilizados”, disse à Agência FAPESP.

Márcia atualmente desenvolve o projeto de pesquisa “Medicina e escravidão nas dimensões do universo colonial: a América portuguesa e o Caribe francês no século 18″, que será concluído no fim do ano.

O site já conta com informações detalhadas sobre cada documento selecionado. “Há dados sobre autor, obra, data e local da publicação. A base de dados traz também um breve resumo de cada documento indicado”, explicou.

É possível encontrar documentos que envolvem as mais diversas áreas sobre o continente, como história, geografia, medicina, religião e temas relacionados ao tráfico de escravos.

“São livros raros de viagem, de medicina, sobre a fauna e flora, além da história e das religiões africanas. Sobre a escravidão, há assuntos relacionados ao comércio e tráfico negreiro, como condições da travessia desses escravos, entre outros temas”, disse Márcia.

O processo de digitalização dos documentos da base de dados foi iniciado em maio e a previsão é que até o fim deste ano todas as obras estejam disponíveis no site.

A pesquisadora estima a existência de cerca de 600 documentos e livros raros sobre a África nas várias coleções do IEB. “Até agora trabalhamos apenas com os documentos da biblioteca do IEB, que tem cerca de 300 documentos que já estão no banco de dados, mas ainda não disponíveis na versão digital, que será disponibilizada em julho. A próxima etapa será a documentação do arquivo, no qual se encontram os manuscritos”, destaca.

Nos manuscritos há diversas correspondências entre governantes da África e governadores das capitanias brasileiras. “É uma documentação rica, sobretudo porque muitos são documentos únicos”, disse Márcia.

Divulgar e preservar

De acordo com a historiadora, a ideia surgiu a partir de sua própria pesquisa. “Trabalho com história da medicina e escravidão no período colonial e, ao ter contato com o material no IEB, percebi que o instituto guardava documentos e livros importantes para historiadores”, contou.

Grande parte dos temas envolvendo o continente africano, segundo ela, era estudada principalmente pela relação com a escravidão. “Mas, nas últimas décadas, outros temas relacionados à África têm despertado interesse de pesquisadores. A história do continente, por exemplo, só passou a ser obrigatória como disciplina há cerca de dez anos, nos programas das universidades. Mas ainda é restrita, quando comparada com a história da América, por exemplo”, destacou.

Márcia salienta que, ao ampliar o acesso a textos e imagens raras – com possibilidades de impressão -, será possível estimular os estudos de forma geral sobre o continente.

“Além de democratizar o acesso pela internet, a digitalização é uma forma de preservar as obras raras, evitando o manuseio excessivo e desgaste”, disse.

Mais informações aqui.

(Alex Sander Alcântara)

(Agência Fapesp, 7/7)

Vitrine Julho – Canoas

Escritor do Mês – José Saramago

ImagemJosé Saramago nasceu em 1922 na aldeia de Azinhaga (Golegã). Fez estudos secundários que, por dificuldades econômicas, não pôde prosseguir. Seu primeiro emprego foi o de serralheiro mecânico, tendo exercido depois, diversas outras profissões: desenhista, funcionário de saúde e de previdência social, editor, tradutor, jornalista.

Publicou o seu primeiro livro, um romance, em 1947. Colaborou como crítico literário na revista “Seara Nova”. Em 1972 e 1973 fez parte da redação do jornal “Diário de Lisboa”. Pertenceu à primeira direção da Associação Portuguesa de Escritores e foi, desde 1985 a 1994, presidente da Assembléia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi diretor-adjunto do jornal “Diário de Notícias”. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente do seu trabalho literário, primeiro como tradutor, depois como autor.

Foi Doutor Honoris Causa pelas Universidades de Turim (Itália), de Sevilha (Espanha) e de Manchester (Reino Unido); membro Honoris Causa do Conselho do Instituto de Filosofia do Direito e de Estudos Histórico-Políticos da Universidade de Pisa (Itália); membro da Academia Universal das Culturas (Paris); membro correspondente da Academia Argentina das Letras; membro do Parlamento Internacional de Escritores (Estrasburgo).

José Saramago foi laureado com o Prêmio Nobel da Literatura 1998 pela The Nobel Foundation.

Obras em nossa biblioteca:

SARAMAGO, José. O ano da morte de Ricardo Reis. São Paulo: Companhia das letras, 1994. 415 p.
Número de Chamada: LI-869.0 S243a 1994

SARAMAGO, José. Cadernos de Lanzarote. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. 664 p. ISBN 85-7164-625-2
Número de Chamada: 869.0-94 S243c 1998

SARAMAGO, José. A caverna. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. 350 p. ISBN 85-359-0073-X
Número de Chamada: 869.0-31 S243c 2000

SARAMAGO, José. O conto da ilha desconhecida. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. 62 p. ISBN 85-7164-849-2
Número de Chamada: 869.0-32 S243c 2004

SARAMAGO, José. Don Giovanni ou o dissoluto absolvido. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. 127 p. ISBN 85-359-0624-x
Número de Chamada: LI-869.0 S243d 2005

SARAMAGO, José. Ensaio sobre a lucidez: romance. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. 325 p. ISBN 85-359-0480-8
Número de Chamada: 869.0-31 S2434en 2004

SARAMAGO, José. O Evangelho segundo Jesus Cristo. São Paulo: Companhia das letras, 2004. 445 p. ISBN 85-7164-209-5
Número de Chamada: LI-869.0 S243e 2004

BAYER, Raymond; SARAMAGO, José. História da estética. Lisboa: Estampa, 1979. 459 p. (Coleção Imprensa Universitaria)
Número de Chamada: AS-7.01(091) B357h 1979

SARAMAGO, José. Historia do cerco de Lisboa. São Paulo: Cia das Letras, 1993. 348 p.
Número de Chamada: LI-869.0 S243h 1993

SARAMAGO, José. O homem duplicado. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. 316 p. ISBN 85-359-0304-6
Número de Chamada: 869.0-31 S2434h 2002

SARAMAGO, José. In nomine dei. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. 162 p.
Número de Chamada: LI-869.0 S243n 1993

SARAMAGO, José. As intermitências da morte. 2.reimp São Paulo: Compahia das Letras, 2005. 207 p. ISBN 85-359-0725-4
Número de Chamada: 869.0-31 S243i 2.reimp 2005

SARAMAGO, José. A jangada de pedra. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. 317 p. ISBN 85095-79-2
Número de Chamada: LI-869.0 S243j 1988

SARAMAGO, José. A maior flor do mundo. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2001. ISBN 85-7406-116-6
Número de Chamada: LI-82-37 S243m 2001

SARAMAGO, José. Manual de pintura e caligrafia. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. 277 p. ISBN 85-7164-278-8
Número de Chamada: LI-869.0 S243m 2001

SARAMAGO, José. Memorial do convento. 22. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998. 347 p. ISBN 85-286-0022-X
Número de Chamada: 869.0-31 S243m 1998 – 22. ed.

SARAMAGO, José. Objecto quase. 4.reimp São Paulo: Companhia das Letras, 1998. 134 p. ISBN 85-7164-362-8
Número de Chamada: 869.0-32 S243o 4.reimp 1998

SARAMAGO, José. Que farei com este livro?. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. 223 p.
Número de Chamada: LI-869.0 S243q 2. ed. 1998

SARAMAGO, José. Todos os nomes. São Paulo: Companhia das letras, 1998. 279 p. ISBN 85-7164-714-3
Número de Chamada: 869.0-31 S243t 1998

SARAMAGO, José. Viagem a Portugal. São Paulo: Caminho, 1997. 237 p.
Número de Chamada: LI-869.0 S243v 1997

SARAMAGO, José. A viagem do elefante. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. 256 p. ISBN 978-85-359-1341-5
Número de Chamada: 869.0-34 S243v 2008

Videos educativo-culturais

ImagemOs videos, produzidos pela Central de Vídeo do ILB – Instituto Legislativo Brasileiro, um centro de capacitação técnico-profissional do Senado Federal, criado em 1997, voltado a servidores públicos de todas as esferas e agentes do Poder Legislativo, inclusive a parlamentares, são, em sua maioria, telecursos voltados a EAD para o Legislativo. No entanto, são ferramentas educativo-culturais e estão disponíveis a todo cidadão que busca ampliar conhecimentos.

Na página estão disponíveis documentários e programas especiais de interesse geral.

* Histórias do BrasilMinissérie documental que resgata momentos marcantes da história brasileira, na transição do século XIX para o século XX. A produção foi realizada com um extenso trabalho de pesquisa, que inclui documentos e filmes de época, além de textos de Darcy Ribeiro e outros historiadores brasileiros.

* Direito eleito: auxilia os cidadãos a conhecer mais detalhes sobre Direito Eleitoral

* Orçamento público: Explica a servidores, gestores públicos e legisladores como é elaborado e executado o Orçamento da União. Além disso, os programas detalham o trâmite dos recursos e investimentos federais e mostram como são votadas as emendas ao Orçamento apresentadas pelos parlamentares à Comissão Mista de Orçamento.

* Licitações Nesta série de 10 entrevistas, o Procurador-Geral do Ministério Público do Tribunal de Contas da União, professor Lucas Furtado, detalha os processos de licitações e contratos administrativos, destacando pontos da legislação que não podem ser ignorados pelos administradores públicos na hora de contratar bens e serviços. Cada entrevista tem duração de aproximadamente 10 minutos

* Conexão Mundo Série de 20 programas sobre relações internacionais que procura levar a servidores e demais cidadãos as informações necessárias à compreensão dos novos processos de intercâmbio entre as nações. Os programas enfocam toda a história das relações entre os povos, os tratados e políticas para a nova ordem internacional e procuram desvendar expressões que ganharam força nas últimas décadas, como “globalização”, “blocos econômicos” etc. Cada programa tem duração de aproximadamente 20 minutos.

* Sua Excelência a Ética: Em meio aos escândalos da política nacional, a população questiona e discute o assunto. E nessa polêmica do que é certo ou errado o Instituto Legislativo Brasileiro propõe um debate sobre a Ética na política.

* Política epoética Série de vídeos culturais com citações de políticos ou artistas que forjaram o pensamento histórico e o desenvolvimento político do nosso país.

* Cinema Novo Rogério Costa Rodrigues, professor da Universidade de Brasília e crítico de cinema, mesmo após sua morte continua inspirando cinéfilos e cineastas de Brasília.Este vídeo traz algumas de suas idéias sobre Cinema Novo, Cinema Marginal e sobre a própria história do Cinema

* Canal do município Depois da primeira série de 36 programas, a nova versão do Canal do Município mostrará o ajuste fiscal e experiências de qualidade na gestão de prefeituras de todo o país

* Nossa casa Depoimentos de antigos servidores que contam histórias e casos extremamente interessantes do Senado Federal, desde os tempos do Palácio Monroe, no Rio de Janeiro

* Saudades do Futuro O vídeo, premiado no Festival de Cinema Guarnicê 2007, em São Luís do Maranhão, trata do Sebastianismo, movimento que surgiu em Portugal, no século XVI, como conseqüência do desaparecimento do rei Dom Sebastião na Batalha de Alcácer-Quibir, na África, em 1578.
A linha condutora deste vídeo é o depoimento de Fernando Bastos, doutor em Filosofia, escritor e professor da Universidade de Brasília desde 1966.

* Por dentro das eleições Vídeos sobre a história do Processo Eleitoral Brasileiro

* Economia descomplicada O telecurso Economia Descomplicada foi produzido em apoio ao curso de ensino a distância, que faz parte da grade de ensino do ILB e voltará a ser disponibilizado no site da instituição em 2009. Os sete programas do telecurso constituem por si só um importante material de aprendizado para se entender como funciona a economia.

Para acessar a página de vìdeos do ILB clique aqui.